Arquivo parafevereiro, 2009

Lost in translation

“Encontros e desencontros” (Lost in translation, 2003) é outro filme que está na lista deste blog há um tempo…

Escrito e dirigido por Sofia Coppola, tem no elenco a queridinha Scarlett Johansson e Bill Murray, que concorreu ao Oscar de melhor ator por esse filme.

O enredo do filme trata de um sentimento de solidão na multidão. Charlotte (Johansson) mudou pro Japão com o marido, que trabalha muito e a deixa sozinha o dia todo. Olhava Tóquio agitada e colorida pela janela e só fazia esperar tediosamente.

Enquanto isso, o astro de cinema Bob Haris (Murray) está no Japão para um comercial de wisky… Bob está em crise consigo mesmo, em crise com a mulher e sofrendo de insônia. Conhece Charlotte por acaso no elevador, e sorri.

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Os dois estranhos logo se aproximam, inevitavelmente, e deixam a apatia de suas vidas de lado, juntam-se para explorar Tóquio enquanto se conheciam, se descobriam e se encantavam, um com o outro…

Um encontro com uma pessoa especial fadado há durar pouco tempo…


A trama explora oportunidades, descobertas e diz muito sobre os sentimentos contemporâneos sem precisar utilizar muitas palavras. O filme traduz de uma forma sublime o sentimento de solidão e melancolia das grandes metrópoles, e como certos acontecimentos podem significar muito mais que uma vida inteira.

Utiliza a tumultuada paisagem de Tóquio, com uma direção de arte e fotografia muito bem empregada, com luzes perfeitas num colorido escuro que dialogam com a tristeza da trilha sonora e das situações da trama.

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Por esse filme, Sofia Coppola ganhou o Oscar de Melhor roteiro original, e o filme concorreu ainda às três principais categorias (Melhor filme, melhor diretora e melhor ator).

Sofia prova neste filme que não é só uma filhinha de papai, prova seu talento e sua maturidade com diretora e roteirista. Vale à pena conferir, sem dúvida!

Amelie Poulain

Esse filme está na lista para esse blog desde o início, na verdade, este deveria ser o primeiro post do “Artista Cinéfila”, porém sempre tive um pouco de medo de não fazer juz ao filme.

O Fabuloso destino de Amelie Poulain (Le fabuleux destin dAmélíe Poulain, 2001) é um filme incrível, um universo mágico.

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O filme é diirigido por Jean-Pierre Jeunet, e conta a história fantástica de Amelie Poulain (Audrey Tatou) uma jovem que nasceu numa família estranha, sua mãe morre cedo, e ela é criada por um pai distante, que não lhe dá carinho e a deixa crescer isolada das outras crianças.

Quando cresce, Amelie muda para Paris, e trabalha como garçonete no “Le moulin”, vivendo uma vida sem grandes novidades, observando as pessoas ao seu redor, ao invés de viver.

No dia da morte da Lady Di, porém, um acontecimento muda sua vida. Amelie encontra uma caixinha com pertences de uma criança, que agora já era um adulto, jura encontrar o dono e promete que se a pessoa ficar feliz com a caixinha, ela mudaria sua vida.

O dono da caixinha ficou profundamente emocionado com a descoberta, e Amelie decide ajudar pessoas com pequenos gestos, sempre anonimamente… porém, ela também se descobre precisando de ajuda, ainda lhe falta algo…


O filme trás uma trama simples tratada de uma forma excepcional. A direção de arte e a fotografia é repleta de detalhes, cada personagem mostra um universo particular e aconchegante. Atrilha sonora, por Yann Tiersen, é igualmente muito bem empregada,  evoca a delicadeza da trama.

O filme recebeu 5 indicações ao Oscar, e várias outras…  sem dúvida, um clássico, um filme francês cult, que é acessível ao público,  ao mesmo tempo, um drama e uma comédia…

Por fim, um filme delicioso, inovador e cativante, que  pode (e deve) ser visto inúmeras vezes e a cada vez descobre-se mais detalhes e razões para se apaixonar pela Amelie, uma heroína única, que nos dá uma lição atraves de seus planos mirabolantes e de sua paixão…

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