Que comecem os trabalhos!

A cada início de ano me aventuro a assistir o máximo de filmes possíveis para as premiações mais importantes. Essa semana comecei a assistir aos filmes para o Globo de Ouro, que é nesse domingo à noite na TNT.

Comecei com dois filmes que estão concorrendo na categoria de melhor atriz em Drama.

Um deles é “Para sempre Alice” (Still Alice), com a fantástica Julianne Moore encarando uma professora inteligentíssima que é diagnosticada com Alzheimer precoce. OMG! Filme muito bem produzido e dirigido, com cenas que fazem a gente pensar o que somos e o que vamos deixar para o mundo. Fotografia bonita com diálogos bem colocados que marcaram intensamente minha alma.  (E não é exagero!) 

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Julianne consegue trazer o medo de perder-se de uma forma tão tocante. E ela sentiu isso. Ela transmitiu esse medo sem apelação, sem esteriótipos.

O outro é filme que assisti também é ótimo, com temática bastante diferente, “Garota Exemplar” (Gone Girl) tem no elenco o queridinho Bem Afleck, e uma atriz que eu não tinha reparado direito, Rosamund Pike. A trama eu não posso contar como é, vocês vão ter que confiar em mim, é bem legal! Não leiam sinopses! Perderia toda a graça! (É um aviso sério!)


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Tirando isso, Rosamund se mostrou uma atriz muito talentosa, com incrível versatilidade, além de ser lindíssima.

Tenho pena de quem precisa votar entre essas duas! (rsrs) Espero que assistam e compartilhem comigo a opinião sobre esses filmes, enquanto isso continuarei postando sobre os filmes desse ano! Aguardem!

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Begin again

Tenho admirado há algum tempo o trabalho e a pessoa da Keira Knightley, então, um tempo atrás tive a sorte de baixar um filme com ela, que sinceramente nunca tinha ouvido falar. O filme era Begin Again, com o titulo em português “Mesmo se nada der certo”.

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O filme é singelo e passa exatamente o que admiro na Keira: do mesmo jeito que ela tenta rejeitar que mudem o corpo dela pela a mídia, a personagem dela, Gretta, resiste a mudar sua música e seu estilo para o mercado musical.

O filme conta ainda com Mark Ruffalo e Adam Levine como o produtor e o ex-namorado, respectivamente, e com a direção adorável de James Corden.

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É um filme aborda questões profundas de uma maneira tão leve e sutil que nem se sente. É imperdível pela trilha sonora viciante, pela agradável surpresa da voz suave de Keira e pela simples diversão de ter um bom entretenimento.

Bom filme! 

Lu

Bons exemplos

If-I-Stay-Movie

A vida é engraçada e os seres humanos são, mesmo, muito peculiares! Eu estou acompanhando essa nova onda de livros/filmes que protagonizam meninas adolescentes como heroínas das histórias.

Já li e assisti a saga de Jogos Vorazes, onde a heroína é uma menina de muitos princípios; batalhadora, que cuida da família e tem bom coração, o que acaba fazendo dela um símbolo da revolução.

Já li a saga de Divergente, onde a heroína lida com várias dificuldades pessoais (físicas e mentais), mas acaba se destacando por sua inteligência e coragem.

Posso ainda, mencionar as primeiras heroínas desse tipo, como Lúcia e Susana, de Nárnia, e a Hermione, do Harry Potter; meninas educadas e gentis que só querem fazer o bem.

Hoje, assisti ao filme “Se eu ficar”. Confesso que assisti com bastante receio (já que o gênero do filme não é minha praia), mas me deparei com outra protagonista de grandes virtudes. Mia foge dos padrões da sociedade, ela tem um grande talento: é gentil e sempre quer o bem, como todas as outras.

Aí é que está a peculiaridade do ser humano: ele admira pessoas virtuosas, mas é só isso que as tornam virtuosas?

Os adolescentes que conheço e que tem acesso a essas histórias são, em suma, fúteis. Eles ainda estão em formação de caráter e pensam muito mais em comprar um iPhone novo do que em ajudar alguém, mesmo que em coisas simples. Admiram que a Katniss seja o tordo, mas não levantam a mão nem mesmo para lavar a louça de casa. Admiram que a Tris pule de um prédio, mas não se arriscam nem a doar roupas que não usam mais.

Espelhar-se nas personagens vai além de se vestir como elas. Passa da aparência para o ser, o sentir e o fazer. A amizade de Hermione a fez correr perigo por Harry e isso é muito mais que aparência. O sacrifício de Katniss pela irmã foi o que a tornou tão admirável. E é o ato de cuidar do outro que faz o ser humano ser especial. É isso que faz a vida em sociedade ter algo de significante.

Eu estou querendo demais? Sei que nossa sociedade valoriza mais o ter do que o ser. Seria essa nova onda de ficção uma contra corrente? Será que estão tentando salvar nossos jovens?

Eu espero que funcione!

 

Elizabethtown

Quando eu tinha coleção de posteres (e ainda tenho), e os pregava nas paredes do meu quarto, o poster de Elizabethtown era o único que eu nunca tirava! Não por ser meu filme preferido, porque nem é, mas porque eu ADORO o poster do filme, e sim, isso pra mim influencia muito num filme.

Tirando meu vício pela arte do poster, o filme é bem legal. É do ano de 2005, dirigido por Cameron Crowe (o mesmo de Quase Famosos). A história começa com Drew (o bonitinho Orlando Bloom) perdendo o emprego por causar a falência da empresa onde trabalhava, desesperado e envergonhado, ele decide se matar.

Estava realmente empenhado em se matar, mas foi atender uma última ligação, era sua irmã, dizendo que o pai deles tinha morrido, e que Drew era o encarregado de buscar o corpo do pai para ser cremado, teve então que adiar sua missão.

Então, durante a viagem para Elizabethtown, Drew conhece Claire (KirstenDunst), a aeromoça que o ajuda a chegar em Elizabethtown. De certa forma, eles se conectam, e estabelecem uma amizade interessante, e se envolvem cada vez mais.

Durante a viagem, Drew descobre coisas incríveis sobre seu pai, que ele mesmo desconhecia. Conhece pessoas que o idolatravam, uma parte da família que não conhecia de verdade.

Era pra ser um filme triste, mas é fantástico, alegre e descontraído, mesmo que tenha um tema fúnebre.

A química entre KirstenDunst e Orlando Bloom é palpável e inegável. As paisagens e os diálogos dos dois já fazem o filme valer a pena… a direção de fotografia e o elenco são ótimos!

Destaque para a família de Drew, a mãe Hollie (Susan Sarandon) e a irmã Heather (Judy Greer), um clima de família de verdade. Quem não assistiu, confira, passa sempre na tv, aproveitem!

Lu

The Art of Getting By

Ontem pensei comigo mesmo, vou assistir um filme levinho, uma comédia básica, pra animar a quarta-feira de cinzas. Tentando encontrar alguma coisa legal, separei um filme que baixei há um tempo, e nunca tinha visto “The art of getting by” ou “A arte da conquista”, título em português.

O filme tem direção de Gavin Wiesen, e é estrelado por Freddie Highmore, que logo reconheci por ser o menino sortudo na nova versão de “A fantástica fábrica de chocolates”.

Highmore vive George, um artista deprimido, que não consegue se ajustar à vida de adolescente, e não encontra um sentido para sua vida. É relapso na escola e está quase perdendo o ano, até que conhece a popular e complicada Sally (Emma Roberts – que já fez tantos filmes que eu gostei, que não preciso mais relacioná-la com a tia).

George e Sally começam uma amizade descontraída, sem segundas intenções até que George se vê apaixonado. O resto não posso contar, vocês vão ter que confiar em mim…

É uma atmosfera agradável, mostra adolescentes interessantes, normais, sem glamour, sem vidas perfeitas, não tem segregação de mesas no refeitório, nem nada do que vimos em outros filmes de High School. Mostra os problemas que George sofre, e suas angústias, que na verdade são comuns (pelo menos a mim). 

Não é só um filme de adolescentes confusos, é um filme sobre dramas familiares, dramas pessoais, desafios de crescer, e sobretudo, desafio de encontrar uma motivação para a vida, e para a Arte!

O filme é de 2011, tem a volta de Alicia Silverstone como a professora de Literatura, e ótimos atores coadjuvantes, o que levou o filme a receber ótimas críticas, são atuações sinceras e bem feitas, com uma produção simples, como a vida deve ser.

Lu

Cartas para Julieta

Eu estou numa fase muito “próxima” de Shakespeare (sem pretensão de convocá-lo numa mesa branca, nem nada parecido), aprofundando minha leitura, em peças dele, e em leituras sobre suas obras, essa semana tive a felicidade de comprar o livro “Julieta”, de Anne Fortier. Sinceramente, eu não dava muita credibilidade ao livro, feliz engano meu, pois parece ser uma obra brilhante (que ainda não terminei de ler).

Mas, dada minha fase shakespeariana, o livro “Julieta” me fez rever um filme que adoro, Cartas para Julieta, dirigido por Gary Winick.

A trama é um romance leve, em que Sophie, vivida pela adorável Amanda Seyfried, vai com o noivo (Gael García Bernal) à Verona, para uma pré lua de mel.

Enquanto seu noivo cuida de seus negócio, Sophie vaga sozinha por Verona, e encontra um grupo que responde cartas de mulheres do mundo inteiro, que procuram conselhos amorosos, diretamente na “Casa de Julieta”.

E logo que Sophie se aproxima desse grupo, acaba ajudando-as, e vive uma aventura que mudaria sua vida. Eu não vou contar mais que isso, já contei demais!

Digo só que as locações são fantásticas, lugares lindos, e uma energia italiana cativante.

Quem não assistiu, e gosta de romances água com açúcar, vale a pena assistir esse. É uma trama despretensiosa, bem escrita, divertida, com ótimos atores. Vale a pena se apaixonar!

Silver Linings Playbook

Dentre todos os filmes que assisti na temporada Oscar 2013, esse filme foi o que mais me surpreendeu: Silver Linings Playbook, com o nome em português “O lado bom da vida”, com direção e roteiro de David O. Russell.

O filme é baseado no livro de Matthew Quick, publicado com o mesmo nome.

Eu não cheguei a ler o livro, e como de costume, eu assisti o filme sem ler a sinopse, pois eu acredito que sinopses acabam com a graça do filme, portanto, se você é como eu, pare de ler por aqui!

O filme conta a história de Pat, o gatíssimo Bradley Cooper, que sai de um sanatório e volta a morar com os pais. Assim que sai, ele tenta colocar sua vida no lugar e se reconciliar com a mulher (motivo pelo qual ele foi parar no sanatório!).

Nesse entremeio, Pat conhece Tiffany, vivida incrivelmente por Jennifer Lawrence (que fez Jogos Vorazes), e ela muda o foco de sua vida. Por uma troca de favores, Pat começa a treinar com Tiffany para um concurso de dança.

Entre muitos surtos, muitas crises, e muitas cenas cômicas, o filme surpreende pela trama verdadeira e comovente.

Não tem falsidade, nem vidas perfeitas, nem há uma necessidade de mega produções, o filme se faz com atores de verdade (incluindo a participação de Robert De Niro) e com uma trama de realidade.

Muito bem dirigido, muito bem editado, o filme ganhou meu voto, mesmo sabendo que não é o mais cobiçado pro Oscar.

Com certeza, vale conferir!