Bons exemplos

If-I-Stay-Movie

A vida é engraçada e os seres humanos são, mesmo, muito peculiares! Eu estou acompanhando essa nova onda de livros/filmes que protagonizam meninas adolescentes como heroínas das histórias.

Já li e assisti a saga de Jogos Vorazes, onde a heroína é uma menina de muitos princípios; batalhadora, que cuida da família e tem bom coração, o que acaba fazendo dela um símbolo da revolução.

Já li a saga de Divergente, onde a heroína lida com várias dificuldades pessoais (físicas e mentais), mas acaba se destacando por sua inteligência e coragem.

Posso ainda, mencionar as primeiras heroínas desse tipo, como Lúcia e Susana, de Nárnia, e a Hermione, do Harry Potter; meninas educadas e gentis que só querem fazer o bem.

Hoje, assisti ao filme “Se eu ficar”. Confesso que assisti com bastante receio (já que o gênero do filme não é minha praia), mas me deparei com outra protagonista de grandes virtudes. Mia foge dos padrões da sociedade, ela tem um grande talento: é gentil e sempre quer o bem, como todas as outras.

Aí é que está a peculiaridade do ser humano: ele admira pessoas virtuosas, mas é só isso que as tornam virtuosas?

Os adolescentes que conheço e que tem acesso a essas histórias são, em suma, fúteis. Eles ainda estão em formação de caráter e pensam muito mais em comprar um iPhone novo do que em ajudar alguém, mesmo que em coisas simples. Admiram que a Katniss seja o tordo, mas não levantam a mão nem mesmo para lavar a louça de casa. Admiram que a Tris pule de um prédio, mas não se arriscam nem a doar roupas que não usam mais.

Espelhar-se nas personagens vai além de se vestir como elas. Passa da aparência para o ser, o sentir e o fazer. A amizade de Hermione a fez correr perigo por Harry e isso é muito mais que aparência. O sacrifício de Katniss pela irmã foi o que a tornou tão admirável. E é o ato de cuidar do outro que faz o ser humano ser especial. É isso que faz a vida em sociedade ter algo de significante.

Eu estou querendo demais? Sei que nossa sociedade valoriza mais o ter do que o ser. Seria essa nova onda de ficção uma contra corrente? Será que estão tentando salvar nossos jovens?

Eu espero que funcione!

 

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